Quarta, 26 Abril 2017 14:55

Caravana da campanha unificada da construção chega em 9 de maio em São Bernardo e Diadema

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Mobilização será ainda mais forte com Admilson Oliveira reeleito presidente e diretoria do Sintracom renovada

A campanha salarial unificada do setor construção deflagrada em todo o estado de São Paulo em  4 de abril pela FSCM-CUT chega mais forte em São Bernardo e Diadema impulsionada pela reeleição do presidente do Sintracom Admilson Oliveira e renovação da diretoria. Legitimada pelo voto direto dos trabalhadores, a atual gestão conta com a credibilidade das categorias representadas para defender direitos e reivindicar avanços trabalhistas. “Estamos em um momento crucial para toda a classe trabalhadora do Brasil, quando os donos do dinheiro querer tirar nossas conquistas”, afirma Admilson.

A primeira assembleia foi realizada em Campinas com participação dos sindicatos associados de Botucatu, Bauru, Salto, São Bernardo, Guarulhos, Mogi. Na pauta de reivindicações 2017-2018, destaque para o reajuste salarial, que não deve ser inferior à variação do INPC do IBGE dos últimos  12 meses. A categoria reivindica ainda 5% de aumento real, a título de ganho de produtividade do setor da construção no referido período aos salários vigentes em 30 de abril de 2017.

Caso os percentuais sejam aprovados pelo patronal, a partir de 1º de maio de 2017 os pisos passam a ser:
Para os trabalhadores NÃO QUALIFICADOS (servente, contínuo, vigia, auxiliares de trabalhadores qualificados e demais trabalhadores cujas funções não demandem formação profissional): R$ 1.635,0612 por 220 horas mensais.
Para os trabalhadores QUALIFICADOS ( pedreiro, armador, carpinteiro, pintor, gesseiro e demais profissionais qualificados não relacionados): R$ 1.989,0389 por 220 horas mensais.
Para os demais trabalhadores QUALIFICADOS EM OBRAS DE MONTAGEM, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO INDUSTRIAL: R$ 2.383,4779 por 220 horas mensais.
As empresas manterão os atuais níveis salariais, corrigidos na forma das cláusulas primeira e segunda, inclusive para os novos contratados até 30 de abril de 2017.
Caso a política econômica ou salarial seja alterada no período de duração da norma coletiva, as partes retomarão as negociações coletivas para a preservação do poder aquisitivo dos salários. O mesmo se dará sempre que a inflação acumulada for igual ou superior a 5%.
É necessário que, em hipótese de crises econômicas que venham a alterar significativamente as condições das partes, as cláusulas aprovadas possam ser revistas e adotadas à realidade daquele momento.

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