Quinta, 08 Dezembro 2016 14:25

Moveleiros aprovam reajuste de 8,5%

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Proposta patronal não agradou a todos e votação foi apertada

Os trabalhadores do setor moveleiro de São Bernardo e Diadema aprovaram proposta de 8,5% de reajuste salarial, pago em duas vezes, sendo a primeira de 60%  em novembro de 2016 e a segunda de 40% em março de 2017. O percentual também incide no valor do piso, PLR, convênio médico, 13° salário e férias, e demais cláusulas econômicas, com exceção do tíquete. A decisão foi tomada em assembleia, em 18 de novembro, na sede do Sintracom. A proposta não agradou a todos e a votação foi apertada.


Qualquer trabalhador demitido neste período receberá todas as verbas rescisórias reajustadas em 8,5%. A campanha salarial dos móveis  deste ano foi uma das mais duras para a categoria porque o s setor moveleiro do ABC caminha a passos perigosos para situação talvez irreversível.  Grande parte dos empresários tem optado pela importação de produtos e transformado as linhas de produção em galpões de estoque. Dos 13,5 mil trabalhadores registrados em 2011, hoje temos 2,8 mil, sendo que a maior empresa do setor tem quadro de apenas 90 funcionários.


Não é de hoje que o Sintracom SBC-DMA se lança à frente da defesa da indústria moveleira local. “Desde que assumi a presidência do sindicato defendo que as lojas da rua Jurubatuba tenham percentual considerável de móveis produzidos na cidade”, afirma o presidente Admilson Oliveira.


Não faltaram propostas para tentar alavancar o setor. Foi numa conversa com o prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, que Admilson Oliveira teve a ideia de incluir mobília no programa Minha Casa, Minha Vida. “Daí surgiu a linha de crédito para móveis e linha branca. Afinal, quem está de casa nova que móveis e eletrodomésticos novos”, detalha o presidente.


Trabalhadores e empresários precisam fazer uma reflexão mais aprofundada sobre a indústria, principalmente porque não existe qualquer sinal de boa vontade do atual governo em incentivar o crescimento e geração de emprego.


Ao contrário, o que temos na pauta é lista significativa de cortes e retenções, que colocarão a economia do país em viés recessivo jamais visto. A conduta desse governo ilegítimo tem fortalecido o mau humor dos empresários e endurecido as negociações.

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