Quinta, 08 Dezembro 2016 17:20

O desmonte do Estado de Bem-Estar Social

O ano de 2016 nos trouxe a lição da impermanência e da necessidade de as lideranças adequarem a conduta aos anseios dos novos tempos. O entendimento da luta de classe faz-se urgente para  entender o golpe. O golpe que tirou Dilma Rousseff da presidência mutilou muito mais que o PT. Flexibilização das leis trabalhistas, terceirização e corte em gastos sociais deixarão sequelas profundas nas conquistas dos trabalhadores e  devem agravar a recessão econômica do país. O golpe não foi contra Dilma e o PT, o golpe foi contra os trabalhadores, o golpe foi para retirar direitos e destruir o Estado de Bem-Estar Social.

O tom atribuído às medidas anunciadas como modernização e para remediar uma crise criada por Dilma é simplesmente falso. São todas de perdas para os trabalhadores, uma vez que limitam os gastos públicos por 20 anos, bem como aprovam a terceirização irrestrita, a qual serve apenas para aumentar lucros das empresas.  A saída da crise não está na retirada de direitos dos trabalhadores, porque quando a renda dos trabalhadores cresce, o mercado interno é ampliado e a economia dinamizada.

Teremos de estar unidos e dispostos à luta para que os direitos conquistados não sejam varridos da sociedade brasileira, na qual o acusador é o investigador. Não podemos cair na ladainha das mídias que organizam os defensores do capital. Estamos prontos para 2017. Vamos juntos.

ANO DE LUTA

O esforço foi grande. Trabalhadores e dirigentes buscaram nas negociações mais garantir direitos que avançar. Muitos setores endureceram a conversa porque têm respaldo das medidas econômicas adotadas pelo governo federal, as quais protegem o capital mesmo que a classe trabalhadora pague o pato. De maio a novembro de 2016, o Sintracom registrou 1.260 demissões, sendo a grande maioria na indústria da construção. O Departamento Jurídico do sindicato desempenhou papel fundamental para assegurar a lisura e transparência das rescisões. “O trabalhador pode contar com a gente porque o Sintracom é uma instituição forte”, afirma o presidente Admilson Oliveira.

Publicado em Fala Presidente