Quarta, 25 Outubro 2017 17:22

Comemorar, só depois de vencer

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Foram 33 meses de demissões em cima de demissões, mas há indícios de que a indústria da construção parou de encolher e tem boas perspectivas para se reorganizar e recuperar capacidade de investimento. O número de vagas formais criadas pelo setor cresceu neste segundo semestre:  724 contratações em todo o Brasil. O número é irrisório para o segmento, que empregava 3,4 milhões de trabalhadores em 2013. Se o cenário parece bom para empresários, mexe também com a classe trabalhadora, que tem sido esmagada pela crise. É momento de lutar, e lutar forte.

Lógico que para haver retomada mais consistente do setor, a economia precisa dar sinais claros de que o terreno está sólido para investimentos. Mas só o fato de o setor ter parado de cair, tem animado os patrões. Temos de incluir o capital humano nos investimentos das empresas para garantir melhores salários e condições dignas de trabalho.

A previsão de crescimento real é só para 2018, quando os efeitos do grande estrago estarão mais distantes. Bombardeadas pela Operação Lava Jato, as grandes construtoras enxugaram o quadro funcional ao máximo e impactaram subempreiteiros, fornecedores e prestadores de serviço. Por isso, acredito que o otimismo ainda não está na ordem do dia das gigantes da construção. Assim, pequenas e médias empresas podem assumir parte da demanda.

O setor precisa ainda da retomada do investimento público em infraestrutura, mas é necessário ter credibilidade, coisa que o governo golpista está longe de conseguir. Em julho de 2017, governo federal anunciou medidas que prevêem investimentos em infraestrutura nos estados e municípios. Foi assinada uma medida provisória que institui um fundo para desenvolver estudos para viabilizar concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de infraestrutura nos estados e municípios. Só para desenvolver estudos. Ou seja, nada assegurado.

Portanto, nossa luta tem de ser incansável e a mobilização constante porque não há crescimento econômico em um país se não houver ganhos da classe trabalhadora.

Ler 133 vezes Última modificação em Quarta, 25 Outubro 2017 17:24
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