Quarta, 25 Outubro 2017 17:21

O dinheiro é do povo

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Todo cidadão deveria ficar mais atento com o que é feito com o dinheiro público na cidade, no estado e no país. A forma de gastar os recursos indica se o governante importa-se ou não com os quereres do povo. Para mim, a conta não fecha quando assunto é o estado mais rico do país. São Paulo tem este ano orçamento de R$ 189 bilhões aprovado pela Assembleia Legislativa. O montante expõe a riqueza do estado, mas erra quem pensa que reivindicações populares serão atendidas, apesar do acolhimento de 7,4 mil emendas de deputados na forma de subemenda. O modelo adotado pelo atual governo é centralizador. Ou seja, o chefe do Executivo estadual faz o que bem quer com aprovação dos deputados que o apóiam, mas deixa de atender as demandas reais da população como investimentos em estradas, hospitais regionais, escolas, segurança pública, entre outras. Nenhuma das demandas expostas nas audiências públicas foi incluída. Este ano, segmentos como a cultura, o Proac e as estradas vicinais não terão recursos para nada.

São Bernardo do Campo tem este ano o terceiro maior Orçamento do Estado: R$ 4,7 bilhões. O valor é 7% superior ao orçamento de 2013, de R$ 4,4 bilhões. Os maiores investimentos são em Transporte (21,2% do orçamento), inclusive com recursos para a construção de corredores e terminais de ônibus; Saúde (21%); Educação (19,1%); e Urbanismo (13,5%). A diferença é que São Bernardo há seis anos desfruta os benefícios de governo popular, que ouve as reivindicações dos moradores e põe transforma a cidade ao gosto do cidadão.

A peça orçamentária foi elaborada com a ajuda dos moradores, que indicaram as diretrizes principais do documento durante as plenárias do Plano Plurianual (PPA) Participativo, que ocorreram nos meses de abril e maio de 2013. Isso permitiu que a maior parte das receitas municipais fosse direcionada para investimentos em Mobilidade e Infraestrutura Urbana e para as áreas sociais.

Na Saúde, principal demanda das plenárias do PPA Participativo 2014-2017, serão gastos em torno de R$ 866 milhões. Também está previsto mais de R$ 874 milhões para o transporte. Parte dos recursos vai para o programa de Mobilidade Urbana e Modernização do Transporte Coletivo, que tem o objetivo de aumentar a segurança, a capacidade do sistema viário e a fluidez do tráfego, em especial do transporte coletivo. Para o urbanismo serão investidos mais de R$ 556 milhões, com destaque para o Programa Drenar, que deverá receber cerca de R$ 246 milhões em 2014.

Os programas sociais, que visam garantir e ampliar as oportunidades de trabalho com distribuição de renda e reduzir situações de vulnerabilidade e risco social, recebem este ano cerca de R$ 50 milhões. Apenas o programa São Bernardo Sem Miséria, que atua junto à população em maior vulnerabilidade social, conta com R$ 32 milhões.

Ler 129 vezes Última modificação em Quarta, 25 Outubro 2017 17:25

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